Archive for outubro, 2007

3º Debate em Ciências Agrárias

Os Grupos PET – Engenharia Florestal, PET – Agronomia e Diretório Acadêmico da Agronomia e Engenharia Florestal (DAAEF) da Faculdade de Ciências Agronômicas convidam você a participar do 3º Debate em Ciências Agrárias.

Fazenda Lageado

 Este evento, em sua terceira edicação, trará os seguintes temas para serem debatidos:

  • Perspectivas de Usos Futuros para os Defensivos Agrícolas;
  • Privatização dos Recursos Naturais;
  • Diferentes Abordagens Técnicas e Jurídicas sobre a Reserva Legal;

O evento será realizado nos dias 06, 07 e 08 de novembro, com início às 18:30 horas no Auditório da Faculdade de Ciências – UNESP – Campus de Botucatu. A entrada é franca e serão emitidos certificados.

Aproveitamos ainda para convidá-lo, também, para assistir a palestra, no dia 08 de novembro as 17:30 horas, da Drª Maria Augusta Paredes Chávez, Psicóloga Ambiental, que ministrará sobre “Ações do Poder Público no Equador para a sustentabilidade das florestas: uma troca de experiências com o Brasil”.

Esperamos a sua participação!

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Bush classifica Protocolo de Kyoto como ‘má política’

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O presidente dos EUA, George W. Bush, disse na segunda-feira (15) que a abordagem de seu governo para enfatizar metas voluntárias para combater as mudanças climáticas está funcionando. Ele também criticou o modelo do Protocolo de Kyoto de estabelecer metas obrigatórias como “má política”.

Os comentários de Bush foram o sinal mais recente de sua oposição para reduções obrigatórias das emissões de gases do efeito estufa continua firme, mesmo com seus esforços para mostrar maior engajamento no debate global sobre mudança climática.

“A questão fundamental é se vamos ou não ter a capacidade de crescer nossa economia e sermos bons com o meio ambiente ao mesmo tempo”, disse ele durante sessão de perguntas e respostas após discursar sobre o orçamento no Arkansas. “Estou interessado em boa política. Kyoto, eu pensei, era má política”, disse.

A crítica contra o Protocolo de Kyoto, assinado em 1997, veio dias depois do ex-vice-presidente norte-americano Al Gore e um painel da Organização das Nações Unidas sobre a mudança climática ganharem o Prêmio Nobel da Paz pelo seu trabalho de conscientização sobre a mudança climática.

A premiação para Gore, que ajudou a negociar Kyoto, gerou especulações sobre a possibilidade de novas pressões para que Bush mude sua posição sobre o aquecimento global e aceite as metas obrigatórias que muitos países europeus vêem como necessárias para combater o problema. (Estadão Online)

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Aumento do desmatamento na Amazônia exige ações imediatas, diz secretário

O sistema de monitoramento do governo federal registrou aumento de 107% dos índices de desmatamento na região amazônica, no estado do Mato Grosso, entre junho e setembro, em comparação com o mesmo período do ano passado. Apesar de dizer que o acréscimo não é muito significativo em número de hectares, o secretário executivo do MMA – Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, reconheceu a necessidade de providências imediatas para conter o avanço da prática ilegal.

Segundo ele, o governo federal já iniciou ação emergencial, com inspeções realizadas por equipes técnicas nos estados onde foi constatado aumento – Rondônia e Acre, além de Mato Grosso.

O sistema Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) utiliza sensores com alta freqüência para informar periodicamente o governo sobre áreas desmatadas e orientar a adoção de medidas de contenção.

“Essa ligeira alteração na curva, que eleva o desmatamento em alguns pontos, tem que ser vista como um sinal de que é preciso verificar onde está ocorrendo e quais são os agentes motivadores. Assim será possível corrigir os instrumentos de fiscalização e controle, evitando o aumento efetivo da taxa anual de desmatamento”, disse Capobianco, em entrevista coletiva.

O relatório anual de desmatamento divulgado pelo MMA começa sempre em 1º de agosto de um ano e termina em 31 de julho do seguinte. O último, de 2007, traz a estimativa de 9,6 mil quilômetros quadrados de áreas desmatadas, o que representaria a menor taxa desde 1988. Esse número ainda será consolidado.

Segundo Capobianco, três fatores contribuíram para elevar o corte de vegetação no segundo semestre deste ano: a seca prolongada, o aumento do preço internacional da soja e o da carne bovina. Ele comentou que o cenário estimula produtores a tentarem ganhar novos espaços, e a proximidade das eleições municipais (que serão realizadas no ano que vem) torna a fiscalização mais frágil.

“Ao se analisar o histórico do desmatamento desde 1988, sempre em ano de eleição a prática aumentou, com exceção de 2006. Na eleição municipal observamos que há muita pressão e interesse em atender vontades de certas atividades econômicas”, disse Capobianco.

Paralelamente ao plano emergencial, o MMA pretende concluir em fevereiro de 2008 um plano de controle do desmatamento para os próximos quatro anos. O objetivo é investir em alternativas econômicas para gerar emprego e renda na região, mantendo a floresta em pé. (Agência Brasil)

 

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Só corte total de CO2 cura clima pós-2100, dizem pesquisadores

RAFAEL GARCIA
da Folha de S.Paulo

Se a humanidade quiser uma solução duradoura para o problema do aquecimento global, será preciso cortar em 100% a emissão de gases do efeito estufa provenientes de atividades humanas.

Este é o recado de um grupo de pesquisadores da Universidade de Victoria (Canadá) que vem fazendo projeções sobre o futuro da Terra usando um novo modelo –programa de computador– para simular o clima mundial.

Em estudo publicado na edição atual da revista “Geophysical Research Letters” (www.agu.org/journals/gl), o grupo de pesquisadores, liderado pelo climatologista Andrew Weaver, mostrou a conta que a humanidade terá de pagar para frear o aquecimento da Terra.

É necessário um corte de 60% nas emissões de gases-estufa até 2050 para evitar que até o fim deste século a Terra aqueça mais de 2ºC além do normal –nível considerado “perigoso” por cientistas. Contudo, mesmo essa redução seria incapaz de frear o aumento da temperatura no longo prazo, e dentro de cerca de mais um século o limite seria rompido. (O acréscimo de 2ºC é calculado em relação à temperatura média da Terra no século 19 antes da Revolução Industrial.)

Os novos números saíram de um dos primeiros modelos climáticos a levar em conta a interação dos oceanos com o dióxido de carbono (CO2) o principal gás causador do efeito estufa.

“O que nossos experimentos trazem de novo é que a gente está simulando carbono ao mesmo tempo em que simula o clima”, explica Álvaro Montenegro, oceanógrafo brasileiro do grupo de Weaver que também assina o artigo sobre os cortes de emissões.

“As concentrações de CO2 na atmosfera são dependentes da circulação oceânica, da biota marinha e da biota terrestre. Todos esses reservatórios de carbono do planeta respondem ao clima, e isso é considerado no nosso modelo e em outros novos.”

Montenegro -paulista que trabalhou na Folha como repórter de ciência entre sua graduação e sua pós em oceanografia- explica qual é a vantagem do modelo do grupo de Victoria, que não ficou pronto a tempo de ser incorporado pelo último relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática).

“A gente não precisa mais estabelecer de antemão quanto CO2 vai estar na atmosfera; podemos simplesmente estabelecer quanto CO2 a gente joga na atmosfera.” O resto, o computador calcula.

Perigo arbitrário

Apesar de já estar encontrando consenso entre cientistas, o rótulo de “perigoso” dado ao limite de aumento de 2C na temperatura ainda é arbitrário. A mudança do clima é gradual e não é possível saber se vai haver uma quebra de continuidade além desse limite, mas, de qualquer forma, a situação já estará bem ruim a partir desse ponto.

“Passando dos 2C, o risco de perder a calota de gelo da Groenlândia cresce muito, e isso apressaria a elevação do nível do mar”, diz Montenegro.

Por fim, Weaver e seus colegas confirmam o que já se sabia sobre o “inócuo” Protocolo de Kyoto -o acordo internacional para corte na emissão de gases-estufa que prevê uma redução de apenas 5% em relação aos níveis emitidos em 1990.

“Nada é totalmente inócuo: qualquer redução nas emissões de carbono vai acarretar em um menor aquecimento”, diz Montenegro. “Mas o Protocolo de Kyoto é inócuo se a gente considerar que o aumento de 2C é um limite importante.”

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The Independent: “Amazônia queima e América do Sul sufoca”

Uma reportagem do jornal britânico The Independent afirmou na sexta-feira passada que “várias áreas do Brasil e do Paraguai, e a maior parte da Bolívia estão sufocando sob espessas camadas de fumaça”, por causa de incêndios que se multiplicam pela Amazônia.

 Segundo o jornal, imagens de satélite mostraram “grandes nuvens de fumaça” causadas pela disseminação das queimadas.  “A cada ano, no fim da estação seca, em antecipação às primeiras chuvas do inverno, fazendeiros e pecuaristas em toda a América do Sul fazem queimadas para renovar as áreas de pasto”, escreve o repórter do diário.

 “Mas esse ciclo histórico saiu do controle, porque o desflorestamento e a mudança climática criaram um barril de pólvora.”  Uma ONG ouvida pelo Independent estima que há mais de 10 mil focos de incêndio em uma área de 2 milhões de km² nos lados brasileiro e boliviano da Amazônia, e que “90% deles” resultam da expansão da criação de gado.

 Além disso, afirma o jornal, a atividade pecuária tem se expandido para dentro de áreas de floresta, levando consigo a técnica de “limpar” a terra com as queimadas.

 O diário nota que a atividade econômica na Amazônia se expande com o apoio e os benefícios do governo brasileiro, e que o país não tem metas de redução de emissões de gases que causam o efeito estufa, embora esteja entre os primeiros em emissões de gás carbônico por causa do desflorestamento. 

Fonte: Amazônia.org.br / BBC – British Broadcasting Corporation
Local: Londres – ex
Link: http://www.bbc.co.uk/

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O que cada um pode fazer, em seu dia-a-dia, para ajudar no enfrentamento do aquecimento global

Mônica Pinto / AmbienteBrasil (*)A luta contra o aquecimento global implica em muito mais do que políticas públicas de relevo neste sentido, a exemplo da adesão ao Protocolo de Kyoto. Procedimentos simples, adotados rotineiramente por cada cidadão e cidadã, podem impactar positivamente essa trajetória. Essa foi a mensagem básica do curso “Educação, Mudança Cultural, Política e Desenvolvimento Tecnológico para Enfrentamento das Mudanças Climáticas”, realizado na manhã e tarde da quinta-feira passada, no Jardim Botânico de Curitiba, em promoção do Instituto Ecoclima, com sede na capital paranaense.

Os trabalhos foram conduzidos pela jornalista e educadora ambiental Miriam Duailibi, especialista em Sustentabilidade e coordenadora geral do Instituto Ecoar para Cidadania, sediado em São Paulo (SP), com intervenções do educador ambiental Fábio Saraiva, técnico sênior da entidade. 

“O grande foco da nossa preocupação enquanto indivíduos brasileiros tem que ser no combate muito sério ao desmatamento”, advertiu ela. “Vamos ter que chegar ao desmatamento zero, não tem mais negociação quanto a isso”, completou, registrando que o Brasil é o quarto maior emissor de gases causadores de efeito estufa justamente por conta dessa prática. Só entre 2002 e 2005, mais de 75 mil quilômetros quadrados de florestas foram destruídos na Amazônia.

No Brasil, o setor de transportes também merece atenções especiais. Ele é responsável por 15% das emissões de gases de efeito estufa, embora na cidade de São Paulo, por exemplo, este percentual ultrapasse os 50%, conforme o inventário de emissões do próprio Município.

A mudança nos padrões de consumo também foi um ponto bastante enfatizado por Miriam, que lembrou uma máxima do meio ambientalista: “a gente precisa consumir simplesmente para que outros possam simplesmente consumir”.

Nesse campo, os “vilões” são os norte-americanos. Cada cidadão nos Estados Unidos consome 17 vezes mais que um brasileiro, na média. Os EUA emitem 5,9 bilhões de toneladas de CO² por ano, o equivalente a 20 toneladas por pessoa naquele país e 10 vezes mais do que toda a região da África Subsaariana, que tem o dobro da população americana.

A continuar esse padrão, cientistas estimam que um terço de todas as espécies existentes poderão estar extintas até o ano de 2050. O Brasil é um dos países mais vulneráveis às mudanças climáticas e, nesse cenário, a floresta amazônica corre o risco de se tornar um grande cerrado.

A especialista mostrou no curso que, com eficiência energética – o que implica basicamente em menos desperdício – pode-se reduzir em até 47% a demanda mundial por energia, mesmo garantindo o consumo a populações que hoje não têm acesso a este bem.

A boa notícia é que os custos de mitigação são muito inferiores aos de adaptação e enfrentamento aos impactos das mudanças climáticas, segundo o Relatório Stern, publicado em outubro do ano passado. O estudo, conduzido pelo economista britânico do Banco Mundial  Nicholas Stern, foi encomendado pelo governo britânico e abordou os efeitos sobre a economia mundial das alterações climáticas nos próximos 50 anos.

Uma de suas principais conclusões é que, com um investimento de apenas 1% do PIB mundial, se pode evitar a perda de 20% do mesmo PIB num prazo de estudo de 50 anos. Em termos simples, é muito mais barato fazer alguma coisa para enfrentar o problema do que manter-se na inércia.

A pressão popular é fundamental para que os poderes públicos elaborem e executem políticas que contemplem, portanto, a mitigação dos efeitos do aquecimento global. Entre essas políticas, Miriam Duailibi apontou como prioritárias a busca por fontes alternativas e renováveis de energia e o desenvolvimento de produtos inteligentes, ou seja, não poluentes, de boa durabilidade e recicláveis.

Mas, afora essa pressão, cada pessoa pode também priorizar algumas ações que não só vão auxiliar o planeta nesta grande batalha, como têm ainda o mérito de reduzir gastos.

No curso, foram apresentados perfis de três famílias, divididas por extratos sociais – uma de classe alta; a segunda, de classe média, e a terceira, mais humilde. Simulações mostraram que, em todos os casos, era possível viabilizar procedimentos nessa direção.

No caso das famílias de mais baixa renda, o ataque foi direto ao chuveiro elétrico. Com adoção de aquecedores solares simplificados – muitos dos quais vêm sendo distribuidos por Prefeituras no Brasil -, a conta de energia simplesmente caiu pela metade.

E a família que troca seu chuveiro elétrico por outra forma de aquecimento de água, seja a gás ou solar, contribui ainda barbaramente para a diminuição da demanda brasileira por energia. Estima-se que os chuveiros elétricos consumam no Brasil, anualmente, 16 mil megawatts. Isso equivale a um terço da produção anual da usina de Itaipu, ou toda a capacidade prevista de produção anual das usinas de Belo Monte, Santo Antônio e Jirau, cujo licenciamento se deu imerso em polêmicas de toda ordem. 

As famílias que passam a separar o lixo orgânico do reciclável também reduzem significativamente suas emissões de CO², assim como aquelas que optam pela compra de veículos mais econômicos, em detrimento dos de tração nas quatro rodas, por exemplo.

Uma pequena redução no consumo de carne bovina também significou redução nas emissões de gases causadores de efeito estufa, conforme as simulações feitas no curso.

Confira as dicas do curso sobre o “Como agir” da sociedade:

– Redução de uso do transporte individual;
– Plantio de árvores e jardins;
– Permeabilização do solo urbano. Isso significa usar menos concreto em calçadas e pátios, por exemplo, dando preferência à grama;
– Redução no consumo de eletricidade;
– Mudança de hábitos de consumo;
– Investir em hortas e pomares agroecológicos;
– Pressão junto aos órgãos públicos para que façam a parte deles;
– Fim da queima do lixo doméstico, ainda muito freqüente sobretudo na zona rural;
– Democratizar o conhecimento sobre aquecimento global.

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4º Congresso de Extensão Universitária

O 4º Congresso de Extensão Universitária, que ocorrerá em Águas de Lindóia, de 16 a 18 de outubro, recebeu 572 inscrições de trabalhos, superando as expectativas da comissão organizadora.

Entende-se que este resultado é fruto do extenso trabalho da extensão universitária desenvolvida na UNESP, que tem neste Congresso a oportunidade de apresentação de seus resultados. Tendo em vista que o planejamento para 2007 é de apresentação de 350 trabalhos subsidiados pela PROEX, a Comissão Científica, utilizando critérios de análise já estabelecidos, fez o corte de 222 trabalhos, condição necessária para a realização do Congresso, que tem limites orçamentários para sua implementação.

A listagem dos aceites foi divulgada às 20h, do dia 27/09/07, e encontra-se no endereço http://www.proex-unesp.com.br/4congresso/ e tem a seguinte configuração:

Área Temática

Qtde de Trabalhos

Agrária/Veterinária

15

Comunicação

17

Cultura

16

Direitos Humanos

14

Educação

161

Espaços Construídos

7

Meio Ambiente

20

Política e Economia

7

Saúde

74

Tecnologia

12

Trabalho

7

Total

 350

Profª Loriza Lacerda de Almeida – Assessora PROEX/Reitoria

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