A sustentabilidade depende das nossas atitudes

 

Richardson Barbosa Gomes da Silva*

 

Por incrível que pareça, ainda hoje quando percebemos diversas pessoas, entidades e empresas preocupadas cada vez mais com temas importantes como meio ambiente, sustentabilidade e aquecimento global, promover ações envolvendo a conservação dos nossos recursos naturais tem sido um grande desafio para aqueles que acreditam nessa causa.

O Brasil é sem dúvida o grande destaque mundial quando os quesitos em pauta são a nossa biodiversidade e também nossos recursos hídricos. Tudo isso é muito bonito quando visto em documentários e revistas, mas de nada isso adianta se em contrapartida verificamos as vergonhosas notícias testemunhando problemas gravíssimos, como por exemplo, o aumento do desmatamento na Floresta Amazônica, biopirataria de nossas matérias primas, grilagem, concentração de terras e diminuição da floresta em detrimento do crescimento da pecuária e da produção de grãos para exportação.

No entanto, muitos avanços têm sido alcançados na promoção de práticas mais sustentáveis. Dentro desta proposta encontramos ONGs, Empresas e também o Poder Público engajados em projetos sérios, a fim de fazer do Brasil não apenas um gigante que repousa em berço esplêndido, mas sim um gestor que tem consciência de sua importância no contexto mundial e sabe exatamente onde quer e pode chegar.

Diante desse grande paradoxo, vemos claramente duas situações distintas postas em debate. De um lado o Brasil que pensa no futuro e prima por ações que garantirão a qualidade de vida das próximas gerações, por outro, os que ainda cultivam em suas mentes pensamentos ultrapassados visando à produção a qualquer custo, mesmo que isso coloque em risco o equilíbrio já tão ameaçado dos ecossistemas naturais.

Mesmo assim, não devemos ser inocentes e acreditarmos que a melhor solução seja manter todos nossos recursos naturais intocáveis para todo o sempre, pois se assim fosse, poderíamos questionar a formação de biólogos, geólogos, engenheiros florestais, ambientais e outros profissionais que trabalham todos os dias embasados em práticas sustentáveis, objetivando conscientizar e estabelecer na sociedade, práticas de uso racional dos diversos recursos naturais. Neste caso, cabe usar o velho provérbio: “nem tanto ao mar, nem tanto a terra”, pois neste momento o que o meio-ambiente mais necessita é de pessoas sérias e sensatas, dispostas realmente a colaborar com uma causa maior e muito mais justa do que qualquer extremismo exacerbado.

Sendo assim, sejamos conscientes em nossas atitudes em relação ao meio ambiente, jamais nos esquecendo que por trás da grande divergência de visões a respeito das ações sustentáveis, inegavelmente o planeta necessita de reparos urgentes nos danos que um dia lhe foram e ainda continuam sendo causados.

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