Archive for Acadêmico

A arte da memorização: Poucos conseguem ou muitos não a exercitam?

Quem já não foi dormir com as obrigações do dia posterior traçadas em sua cabeça e, mesmo assim, viu-se perder no tempo? Quem nunca escreveu em sua mão aquilo que precisava fazer quando chegar em casa após o trabalho? Quem nunca estudou pra uma prova e no dia de resolvê-la deu um “branco” em sua memória? Pode ter certeza que, se não forem todas, a maioria das pessoas que está lendo essa matéria passou por pelo menos uma dessas situações escritas acima.

O papel da memória não é apenas o de simples reconhecimento de conteúdos passados, mas um efetivo reviver que leva em si todo ou parte deste passado. A memorização não é um exercício fácilde realizar, no entanto, todos nós temos a capacidade para tal. Para isso existem diversas técnicas que auxiliam no seu desenvolvimento. Neste artigo, seráverificado que os únicos responsáveis pela sua ativação somos nós mesmos.

Às vezes nos perguntamos: “Por que sei cantar a letra toda dessa música, mas não consigo decorar a matéria para a prova de amanhã?”. Essa é uma pergunta recorrente, mas que permite algumas observações. Quando se ouve uma música, de preferência de nosso gosto, nossa mente realiza associações capazes de armazenar informações. Desta maneira, é possível saber a letra toda de uma música em apenas alguns minutos, associando-a aos diferentes tipos de lugares, histórias e situações que vivemos seja no passado, seja no presente. Já no caso da prova, geralmente não estamos totalmente relaxados e descansados quando começamos o estudo. O nervosismo é peça fundamental nesse cenário. Outro fator determinante para o insucesso na memorização da matéria é o “desinteresse” pela mesma. Ou seja, suponhamos que a prova seja de uma matéria a qual não nos identificamos muito. Logo, nossa mente não é preparada devidamente para nos concentrar e guardar tais informações, uma vez que as consideramos “desnecessárias” ou “entediantes” para o momento. É importante dizer, também, que decorar não significa entender. Um exercício ou uma situação que é decorada não expressa sentimentos e não representa satisfação, passando a ser considerada apenas como obrigação. Assim, não é saudável fazer algo apenas por obrigação.

A diversidade de atividades colabora na estimulação dos neurônios no exercício da memorização.A nossa vida é intensa, de maneira que a todo o momento estamos expostos às diversas informações e precisamos estar atentos para não perdê-las de controle. Em meio a essa grande quantidade de informações, surgiram as tecnologias que nos permitem armazenar aquilo que antes nos deixavam com a cabeça cheia de preocupações. Hoje, celulares e computadores fazem atividades antes realizadas por nós mesmos. Quem não prefere anotar o número do telefone do amigo na agenda do celular, ao invés de conseguir de maneira criativa fazer associações para memorizá-lo? Felizmente ou não, tornamo-nos reféns dessas tecnologias e isso desestimulou-nos na tarefa de exercitar nossa memória.

Pois é diante deste cenário queum dos maiores memoristas do país, Renato Alves – outorgado pelo RankBrasil, (GUINESS BOOK) o livro dos recordes brasileiro, como primeiro recordista brasileiro de memória, baseou-se nosestudos para a melhoria no desempenho de uma prova/concurso, revelando a existência de quatro técnicas que auxiliam na memorização: 1) Organização; 2)Concentração; 3)Exercício; 4)Saúde e bem-estar.

1)      É necessário planejar um blocode atividades e, através delas, determinar o tempo exigido para a realização de cada uma;

2)      Não basta apenas ler. O exercício da leitura, aliada a fala e a repetição, permite ao nosso cérebro entender o conteúdo que lhe foi transmitido, facilitando na memorização do mesmo;

3)      Feito o estudo da matéria de maneira concentrada, é necessário o exercício para a fixação do conhecimento. Para isso, é importante que a pessoa exercite, de maneira prática, tudo aquilo que foi estudado na teoria;

4)      Dê um tempo para seu corpo e sua mente relaxar. De nada adianta ficar um dia todo trancado no quarto estudando pra prova do dia seguinte. Pratique um exercício físico, libere suas energias, distraia o corpo e a mente,alimente-se bem e tenha boas noites de sono.

 

Pode ter certeza que o cumprimento de tais recomendações proporcionará uma clara e perceptível melhora em nossas vidas.Assim, chegamos ao ponto de afirmar que todos nós temos a capacidade de memorizar as coisas, afinal somos seres pensantes e inteligentes para isso. No entanto, precisamos saber lidar com as nossas atividades, indo desde o seu planejamento até sua execução com maestria.

 

“Não nos lembramos de tudo, lembramos aquilo que tem significado, aquilo que é importante. Assim, vivemos entre a memória e o esquecimento, talvez porque vivamos entre o ser e o não ser mais. Certamente precisamos de ambos para viver. A memória nos faz lembrar de quem somos, e é o que nos faz querer, ir a algum lugar.”(Autor desconhecido)

 

Saiba mais:

http://www.renatoalves.com.br/

http://www.renatoalves.com.br/blog/

 

Texto: Gustavo Cardoso Fernandes (Kajobs) – Pet Eng. Florestal

Anúncios

Leave a comment »

::: Seleção de Novos Bolsistas do PET-Eng. Florestal :::

Olá pessoal, do 1º ano do curso de Eng Florestal, interessados em participar do processo Seletivo do PET – Engenharia Florestal, favor ler as instruções presentes no edital.

Clique no link abaixo para fazer o download do edital:
Edital de Seleção do PET Eng. Florestal

Se houver mais dúvidas, elas podem ser enviadas para eventospet@fca.unesp.br ou esclarecidas com os atuais membros do grupo PET-Florestal:
– Professora Magali no DCF
– Richardson (Jenipapo) 3º FLO
– Carla (Jagunça) 3º FLO
– André (K-toto) 3º FLO
– Leandro (Pinus) 4º FLO
– Rodolfo (Xperma) 4º FLO
– Maria Angélica (Goró) 4º FLO
– Rebeca (Amarilis) 2º FLO
– Kamila (Europa) 2º FLO
– Heloísa (Isa) 2º FLO

Alguns documentos auxiliares para saber mais sobre o programa podem ser consultados abaixo:
portaria3385_2005
pet_manual_basico
http://portal.mec.gov.br/sesu/index.php?option=content&task=view&id=657&Itemid=303

Obrigado,
Comissão de Seleção do Grupo PET-Eng. Florestal

Leave a comment »

Reflexões sobre um Ecossistema em Extinção

A Biologia da Conservação é uma ciência multidisciplinar que foi desenvolvida como resposta à crise com a qual a diversidade biológica se confronta atualmente (Soulé, 1985). A biologia de conservação tem dois objetivos: primeiro, entender os efeitos da atividade humana nas espécies, comunidades e ecossistemas, e, segundo, desenvolver abordagens práticas para prevenir a extinção de espécies e, se possível, reintegrar as espécies ameaçadas ao seu ecossistema funcional (Primack & Rodrigues, 2001). 

Durante o feriado que se iniciou em 15 de novembro, estive visitando o Parque Nacional das Emas, situado nos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, junto com os alunos da disciplina de “Manejo de Áreas Silvestres”. Esse Parque Nacional compreende uma área de mais de 130.000 ha que tem como principal objetivo a conservação da biodiversidade do Bioma Cerrado.

O parque é realmente maravilhoso, em estado de conservação muito bom. Devido a isso foi possível conhecer espécies de plantas que nunca havíamos visto durante a faculdade e observar, a curtas distâncias, animais nativos do bioma Cerrado como: veados, tamanduás, emas e os mais exóticos pássaros possíveis. Isso foi uma pequena amostra da biodiversidade do nosso grande Brasil.

Mas o fato que mais me chamou a atenção foram as áreas de entorno do parque: grandes plantações de soja e milho, submetidos à agricultura intensiva, com intensivo preparo de solo, uso de maquinários pesados, pesticidas, herbicidas e todo o tipo de controle químico. É desnecessário falar que tipo de impacto que essas práticas causam no Parque Nacional das Emas. As áreas de transição, que devem funcionar como uma região tampão na paisagem, não existem no entorno do parque. Portanto, logo que se vê a cerca que delimita o parque é possível ver também as áreas de plantação de soja e milho. Isso fica bem claro nas fotos abaixo: 

Veja a divisa das áreas de Cerrado com a plantação de soja (ao fundo) Divisa do Parque das Emas e a plantação de milho  

A reflexão que comecei a fazer é como o poder público e sociedade estão encarando a questão ambiental no contexto atual. O Parque Nacional das Emas foi criado no governo de JK, portanto, considerado um parque um pouco antigo se comparado a outros aqui no Brasil. No entanto, quantos são os subsídios e incentivos fiscais para a expansão da fronteira agrícola para as áreas de Cerrado, concedidos pelo governo desde o mesmo período? Incentivos que só beneficiam os que já têm dinheiro para produzir e exportar esse alimento que é um dos menos consumidos pelos brasileiros? Como você, estudante e/ou cidadão consciente, pode contribuir contra isso? Já existe bastante conhecimento na área da biologia da conservação para entendermos que as áreas de entorno exercem uma influência muito grande dentro das unidades de conservação, mas por que é tão difícil aplicar esse conhecimento e explicar para aqueles que estão ganhando muito dinheiro com esse negócio insustentável?

Mais uma vez precisamos refletir sobre as nossas ações como consumidores e como cidadãos conscientes, ativos eleitoralmente. Ano que vem haverá eleições presidenciais, portanto, pense melhor antes de escolher seu candidato, afinal de contas, tudo isso é uma questão social, econômica, ambiental e principalmente política.

Pense nisso! 

Danilo Scorzoni Ré

Leave a comment »

3º Debate em Ciências Agrárias

Os Grupos PET – Engenharia Florestal, PET – Agronomia e Diretório Acadêmico da Agronomia e Engenharia Florestal (DAAEF) da Faculdade de Ciências Agronômicas convidam você a participar do 3º Debate em Ciências Agrárias.

Fazenda Lageado

 Este evento, em sua terceira edicação, trará os seguintes temas para serem debatidos:

  • Perspectivas de Usos Futuros para os Defensivos Agrícolas;
  • Privatização dos Recursos Naturais;
  • Diferentes Abordagens Técnicas e Jurídicas sobre a Reserva Legal;

O evento será realizado nos dias 06, 07 e 08 de novembro, com início às 18:30 horas no Auditório da Faculdade de Ciências – UNESP – Campus de Botucatu. A entrada é franca e serão emitidos certificados.

Aproveitamos ainda para convidá-lo, também, para assistir a palestra, no dia 08 de novembro as 17:30 horas, da Drª Maria Augusta Paredes Chávez, Psicóloga Ambiental, que ministrará sobre “Ações do Poder Público no Equador para a sustentabilidade das florestas: uma troca de experiências com o Brasil”.

Esperamos a sua participação!

Leave a comment »